Mercado Imobiliário

Imóveis comerciais e imóveis residenciais: o que vai mudar pós pandemia

O futuro do mercado imobiliário é promissor. Embora a pandemia possa ter afetado os negócios no início, ocorreu também um movimento de valorização dos espaços construídos.

O home office se tornou uma prática mais comum e muitas pessoas permaneceram em casa mais tempo, notando melhor as vantagens e desvantagens de suas próprias residências. E isso afetou tanto o mercado de imóveis residenciais, tanto quanto o de imóveis comerciais.

Imóveis comerciais: um investimento para o futuro

A mudança principal pode vir na forma de divisão entre o espaço de coworking e o home office. Com isso muitos empresários talvez invistam em espaços menores para sua empresa já visando a divisão entre o trabalho feito em casa e no espaço empresarial.  

Mesmo com as mudanças, uma coisa é unânime: empresas precisam de espaços para atuarem. Além de ser algo cultural é algo que solidifica o negócio. Embora o futuro não seja totalmente certo é bem seguro dizer que, com a retomada, esses mesmos espaços empresariais  – que estão à venda por um preço melhor agora – vão ser valorizados no final da pandemia. 

Por isso que para os donos das salas corporativas continua sendo um bom investimento ter esses espaços mesmo que a procura esteja menor, porque são investimentos seguros.

Imóveis residenciais: a base para uma vida produtiva

O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), Cláudio Cunha acha que o momento é de descobertas. “Com o isolamento, passamos a desenvolver tarefas que não fazíamos com frequência. Esse contexto, mais a reforma trabalhista que reconheceu o teletrabalho, tudo isso facilitou para que muitos desenvolvessem sua atividade de maneira remota, como publicitário, jornalista, advogado, arquiteto” diz. 

Resumidamente no setor dos imóveis residenciais a análise é clara e simples: as pessoas ficaram mais em casa, e por isso estão valorizando mais suas residências. 

Atualmente o mercado tem oferecido oportunidades boas para comprar um imóvel. A Taxa Selic está baixa e isso permite financiamentos com menos juros.

A mudança em torno desse setor é que os imóveis vão receber maior atenção do que antes. Principalmente imóveis completos, onde todas funções do cotidiano possam ser realizadas dentro de casa. Quintal, por exemplo, é desejado por muitas pessoas. 

Mercado imobiliário: a terra dos investimentos

O importante é entender que comprar sempre será um bom negócio para alguém quando o assunto é imóvel.

Segundo o presidente do Creci, Samuel Prado: “O consumidor precisa avaliar o melhor negócio, seja comprador ou vendedor. E, principalmente o corretor, que não pode pender para nenhum lado, precisa prestar a melhor consultoria. Hoje comprar pode não ser um bom negócio para mim, mas e para o meu vizinho? Tudo gira muito forte no mundo”